O que hoje se passou na escola da Fontinha, com o despejo do movimento Es.Col.A, é retirar a capacidade de sonhar e de concretizar a quem diariamente luta por passar do sonho à obra-feita.

Os acontecimentos do dia de hoje ultrapassam em muito a capacidade de entendimento de qualquer cidadão perante a atitude da Câmara Municipal do Porto, ao acionar a ordem de despejo ao Movimento Es.Col.A.

Mas mais do que analisar, questionar e até julgar esta ação da CMP, urge muito mais aprofundar as atitudes dos cidadãos que contestaram este despejo. Foi visível a indignação sentida por todos, resultado da profunda incompreensão por toda a situação.

Como poderiam eles ficar serenos quando lhes é retirado, de forma violenta, parte do conforto emocional e imaterial que recebem desde movimento, que de forma voluntária, lhes presta algumas atividades pedagógicas e culturais?

Não podemos permitir que estes acontecimentos de violência e de falta de respeito se repitam, não são estas as atitudes que fazem do Porto uma cidade de “gente grande”. Grande na sua essência e que respeita génese da cidade, que valoriza as suas gentes e reconhece as suas capacidades…

Mais do que querer uma cidade reconhecida internacionalmente feita para os turistas e para o turismo, é importante querer e manter a cidade respeitada por todos os que dela fazem a sua cidade!

Ana Natálio escreve segundo o novo acordo ortográfico